segunda-feira, julho 09, 2007

Old, forgotten toys...

Quando somos crianças, os brinquedos são uma parte importante da nossa vida. Gostamos de todos, mas há sempre um que é especial! Seja ele qual for, é ele que brinca connosco, que nos alegra, que nunca nos deixa sós, que nos ouve… Muitas vezes chega mesmo a ser os nosso melhor amigo e vai connosco para todo o lado! Até ao dia, em que se recebe um brinquedo novo, mais giro e mais na moda que todos os miúdos têm! Aí, o nosso antigo companheiro fica atirado para um canto, esquecido e sozinho a ver-nos com o nosso novo brinquedo…
Lembro-me de ver isto acontecer quando era pequenina… Eu mesma o fazia…! Deixava o meu preferido em cima da cama e ia brincar com os outros…
É engraçado como hoje, quase 20 anos mais tarde, vejo o mesmo a acontecer… Só que desta vez, o brinquedo sou eu…

5 comentários:

djamb disse...

Também tive os meus brinquedos preferidos quando era pequena, mas o tempo passa e o inevitável acaba por acontecer: muitos deles ficam apenas na memória para darem espaço a novos momentos de diversão (Toy Story rulezzz hiihih).

Infelizmente, essas brincadeiras muitas vezes acontecem no nosso dia a dia e, agora que somos adultos, sentimo-nos exactamente como disseste: um boneco. Qual é a solução? É dizer adeus e "obrigada" por tudo.

Bjocas miuda!

Vítor disse...

O primeiro passo para se deixar de ser qualquer coisa, é saber-se que se o é.

Muito bem escrito, desfecho surpreendente.

Bia disse...

Qunaod somos pequenas e eu falo por mim, tive um urso e posso-te te dizer qu eo tive até ser bem grandinha casei e ainda o conservei... já não o tenho, alguém se encarregou de mo fazer desaparecer :( seus olhos já estavam cozidos e sua pele toda cheia de borboto mas ainda hoje me lembro bem de como ele era, os outros brinquedos era apenas a moda do momento que tinha o seu tempo contado...

Agora em Adultas sentirmo-nos um brinquedo há que analisar bem a situação, pois aí o caso já é grave e não é ternurento :(
Acontece exactamente como a história do meu urso, ás vezes é uma novidade que surge e nós ficamos pousadas na caminha tipo biblo e um dia vão querer usar outra vez... mas isso não!
Podemos ficar na caminha a curtir a nossa magoa, a pensar o porquê a mim? mas sofrimento tem limite e hora marcada...
toca a levantar pois o sol amanhã nasce outra vez e ninguém merece nossas lágrimas.
Excelente texto o teu... amei a comparação :)
beijinho Grande

Tânia Pereira disse...

Analogia perfeita! Fantástico texto!

Catarina disse...

És Linda!